#callfor Desinformação em Plataformas Digitais no Contexto da Pandemia (Fronteiras)

Fecha/Hora
Date(s) - 30/11/2020
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São Leopoldo

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+ info: Fronteiras

A eclosão do fenômeno da desinformação, através das chamadas fake news e suas novas formas de circulação e espalhamento, exige esforços de compreensão e o envolvimento de diversos segmentos de pesquisa. As eleições presidenciais no Brasil em 2018, numa espécie de avanço do que já havia ocorrido no pleito dos Estados Unidos, em 2016, revelaram o poder de afetação na constituição e proliferação de narrativas sobre acontecimentos inverídicos. A desinformação torna-se especialmente problemática quando encontra ambientes de circulação mais protegidos pelo anonimato, como os grupos de WhatsApp, enquanto em outras plataformas está diretamente relacionada ao uso orquestrado de contas automatizadas, ao vieses algorítmicos e/ou às regras e práticas de moderação de conteúdo e outras formas de governança. No contexto da pandemia do novo Coronavírus, conteúdos de desinformação espalham-se de forma acelerada, fator que acentua a gravidade do fenômeno, através do qual replicam-se conteúdos sem qualquer confirmação ou evidência científica. Esses processos podem causar danos nas estratégias de enfrentamento dessa crise sanitária, o que levou a Organização Mundial de Saúde adotar o termo “infodemia” para nomear não apenas o que é inverídico, mas também o excesso de informações em circulação.  Ao mesmo tempo, lida-se agora com o deep fake, ou falsificação profunda, resultante das facilidades tecnológicas que permitem simulações precisas de voz e imagens, editados em situações fictícias, processos potencializados pela ação dos dispositivos de IA, Machine Learning e bots.

Para ampliar o conhecimento, problematização e debate sobre esta questão, a Revista Fronteiras – Estudos Midiáticos faz chamada específica para o Dossiê Desinformação e Covid-19, a ser publicado em abril de 2021.

Nesta perspectiva, o dossiê temático se interessa (mas não de forma exclusiva) pelos seguintes tópicos:

– Ajustes e inovações nas práticas jornalísticas;

– Ressignificações da expertise científica;

– Políticas de governança em plataformas online;

– Produção e manipulação de dados sobre a pandemia;

– Desinformação e desigualdades sociais no Brasil;

– Tensões entre política e saúde pública;

– Estudos empíricos sobre casos de desinformação;

– Cultura de ódio e desinformação;

– Papel de celebridades, influenciadores e ativistas digitais na circulação de desinformação;

– Construção de medo, pânico e ansiedade na circulação de narrativas sobre Covid-19;

– Papel de bots, deepfakes e inteligência artificial na circulação da desinformação.