Narrativas Complexas. Raquel Longhi, Anahí Lovato, Arnau Gifreu (Orgs.) (2020)

+ info: RIA Editorial

O movimento incessante das narrativas, que trafegam por convergências, fluxos, novas tecnologias, experiências e práticas acentua uma complexidade que recentemente passou a ser objeto de maior reflexão no campo dos estudos de Comunicação.

A complexidade narrativa é parte integrante do pensamento humano, assim como os nós neurais, que constroem os nossos sonhos. Entretanto, com o desenvolvimento da tecnologia digital, novas estruturas foram potencializadas, com reflexos nas práticas de produção, circulação, consumo e distribuição das formas de contar.

As narrativas complexas atuais apresentam um conjunto de desafios durante o desenvolvimento das diferentes fases pelas quais um projeto, qualquer que seja sua natureza, transita em sua longa evolução: na fase inicial de desenvolvimento e pré-produção, em relação à voz narrativa do emissor, prestando atenção à implementação de lógicas de produção, e sobre como articular o mix entre diferentes linguagens. Mas, sem dúvida, nesta fase inicial, é hora de resolver a parte mais importante para a viabilidade do trabalho: o modelo de negócio e seu financiamento. Quando se entra na etapa de produção, entram em jogo várias tecnologias híbridas, a execução de vários meios e plataformas ao longo do tempo, e a mediação de equipes transversais e multidisciplinares, que falam cada uma linguagem própria e devem atuar em sincronia e coerência durante todo o processo. Finalmente, na fase de pós-produção, é hora de desenvolver uma estratégia bem calculada para exposição e distribuição, apresentar o projeto para obter prêmios e reconhecimento e gerar pautas para garantir sua preservação digital em um ecossistema variável e agressivo, onde as novas espécies são predadoras das antigas.

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