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Da comunicação como esteio da democracia (elemento fundacional das democracias modernas, liberais e representativas) à comunicação, nos dias de hoje, como um fator de risco (e até ameaça) para a própria democracia. Perante o histrionismo do espetáculo político e das linguagens políticas especializadas – jornalismo, publicidade, relações públicas e marketing políticos – a batida da comunicação, propriamente dita, na vida política está já reduzida a um fio quase impercetível. Numa era de grande opulência comunicacional, como se chegou a esta situação tão paradoxal? E quais os seus efeitos mais previsíveis no futuro da democracia? Estas questões têm os media no seu centro: tanto os mass media como os chamados novos media, nas suas diferenças e semelhanças, e na conjugação singular de um mix media, que é hoje a forma própria da nova ecologia de comunicação política. Este forte impacte da tecnologia na comunicação política não retira atualidade (e prioridade), porém, àquele que continua a ser o seu grande desafio de ordem cívica: a manutenção na democracia, entendida como uma forma de vida, de estruturas essenciais de diálogo que ligam os cidadãos.

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